No ensino de Astronomia, são inúmeros os obstáculos cognitivos que os alunos apresentam: as suas concepções intuitivas, as observações diretas, as distâncias astronômicas, os modelos e imagens sem escala conflitam com o conhecimento científico que se pretende construir.
A percepção do universo infinito e da nossa localização nessa imensidão requer um trabalho a partir de sucessivas aproximações afim de permitir a abstração necessária para essa compreensão, isto é, o sentido deve ser do visível para o imaginável: da Terra para o céu observável, a compreensão dos objetos celestes, o sistema Terra-Lua, o sistema Terra-Lua-Sol, o sistema Solar, as constelações, a Via-láctea, as demais galáxias até o infinito, ou seja, um "zoom" gradativo ilustrado por recursos que vão além do texto verbal e das imagens bidimensionais.
Nesse sentido, os professores necessitam fazer uso das possibilidades oferecidas pelas tecnologias contemporâneas: vídeos, simuladores virtuais, telescópios, bem como dar um enfoque à Astronomia dentro de uma perspectiva histórica que possibilite ao aluno compreender de que forma a humanidade pode evoluir no conhecimento sobre o universo e percebendo os limites de suas concepções afim de promover a sua própria evolução conceitual.
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