A palavra dialógica tem sua origem na palavra diálogo, então, pensar em avaliação dialógica supõe que haja um diálogo entre a percepção do professor sobre o que o aluno aprendeu e a percepção do aluno sobre a sua própria aprendizagem e além disso uma congruência entre essas duas percepções.
Para que isso seja possível na escola, é necessário uma mudança do foco do professor do ensino para a aprendizagem, o que requer uma constante reflexão por parte deste sobre o que acontece em sala de aula, a partir de uma clareza dos objetivos que pretende atingir, isto é, um entendimento da intencionalidade da sua prática educativa, evidenciada em cada ação em sala de aula, e, também, requer do aluno um amadurecimento no sentido de gerenciar o seu próprio aprendizado, o que é entendido como metacognição.
Na prática, a avaliação dialógica será possível em situações em que haja uma estrutura de suporte, como, número reduzido de alunos em sala e carga horária da disciplina suficiente para tal fazer, além, é claro, da compreensão desse processo por professores e alunos, para que seja quebrado o paradigma da avaliação classificatória, que, como diz Luchesi, é apenas verificação e não avaliação.