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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Sobre a Avaliação Dialógica

A palavra dialógica tem sua origem na palavra diálogo, então, pensar em avaliação dialógica supõe que haja um diálogo entre a percepção do professor sobre o que o aluno aprendeu e a percepção do aluno sobre a sua própria aprendizagem e além disso uma congruência entre essas duas percepções.

Para que isso seja possível na escola, é necessário uma mudança do foco do professor do ensino para a aprendizagem, o que requer uma constante reflexão por parte deste sobre o que acontece em sala de aula, a partir de uma clareza dos objetivos que pretende atingir, isto é, um entendimento da intencionalidade da sua prática educativa, evidenciada em cada ação em sala de aula, e, também, requer do aluno um amadurecimento no sentido de gerenciar o seu próprio aprendizado, o que é entendido como metacognição.

Na prática, a avaliação dialógica será possível em situações em que haja uma estrutura de suporte, como, número reduzido de alunos em sala e carga horária da disciplina suficiente para tal fazer, além, é claro, da compreensão desse processo por professores e alunos, para que seja quebrado o paradigma da avaliação classificatória, que, como diz Luchesi, é apenas verificação e não avaliação.

domingo, 17 de junho de 2012

Nós no universo e o universo em nós


No ensino de Astronomia, são inúmeros os obstáculos cognitivos que os alunos apresentam: as suas concepções intuitivas, as observações diretas, as distâncias astronômicas, os modelos e imagens sem escala conflitam com o conhecimento científico que se pretende construir.

A percepção do universo infinito e da nossa localização nessa imensidão requer um trabalho a partir de sucessivas aproximações afim de permitir a abstração necessária para essa compreensão, isto é, o sentido deve ser do visível para o imaginável: da Terra para o céu observável, a compreensão dos objetos celestes, o sistema Terra-Lua, o sistema Terra-Lua-Sol, o sistema Solar, as constelações,  a Via-láctea, as demais galáxias até o infinito, ou seja, um "zoom" gradativo ilustrado por recursos que vão além do texto verbal e das imagens bidimensionais. 

Nesse sentido, os professores necessitam fazer uso das possibilidades oferecidas pelas tecnologias contemporâneas: vídeos, simuladores virtuais, telescópios, bem como dar um enfoque à Astronomia dentro de uma perspectiva histórica  que possibilite ao aluno compreender de que forma a humanidade pode evoluir no conhecimento sobre o universo e percebendo os limites de suas concepções afim de promover a sua própria evolução conceitual.