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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A PRODUÇÃO DE ENERGIA NA TERRA


A Energia está em toda parte
As plantas e os animais utilizam e armazenam no seu organismo a energia dos alimentos. Ao morrerem, são decompostos rapidamente, porém, através de bilhões de anos, muitos seres vivos foram soterrados e se transformaram em combustíveis fósseis como o carvão mineral e o petróleo que dá origem à gasolina, ao querosene e ao óleo diesel, entre outros combustíveis.
Também se pode obter energia diretamente de alguns vegetais como na queima da lenha e do álcool obtido da cana-de-açúcar. Na queima dos combustíveis a energia armazenada transforma-se em calor que em algumas máquinas, como os carros, pode ser transformadas em energia de movimento.
A água represada a certa altura em relação ao solo armazena energia que se transforma em energia de movimento na sua queda. Essa energia pode ser aproveitada para produzir outras formas de energia. A manutenção do volume de água nas represas depende da ação do Sol que, através do aquecimento das águas dos rios, mares e oceanos pelo seu calor, garante o ciclo hidrológico da Terra, que faz a água aquecida e evaporada retornar à superfície através das chuvas.
Existe energia também nos ventos que se formam a partir do deslocamento de massas de ar aquecido pelo Sol. Essa energia poderá ser aproveitada para produção de mais energia!
Benedita Aparecida de Barros
(Texto produzido para fins didáticos)

domingo, 27 de novembro de 2011

CURIOSIDADE E IMAGINAÇÃO



Curiosidade e Imaginação – os caminhos do conhecimento nas Ciências, nas Artes e no Ensino
 Maurício Pietrocola
RESUMO
O texto promove uma reflexão sobre as possibilidades de atração das ciências comparativamente às artes no processo de ensino, partindo do pressuposto que ambas tem potenciais atrativos, não se tratando apenas de preferências individuais, mas, principalmente da forma como ambas são tratadas na escola, sendo necessária uma revisão das práticas metodológicas usadas no ensino de ciências para proporcionar emoções semelhantes às das artes.
Buscando aproximar ciência e arte, o autor discute a dicotomia representação-explicação, sendo que a arte é a representação e a ciência a explicação da mesma realidade (Read, apud Figueiredo, (1988). Entretanto, discute a possibilidade da ciência em representar a realidade quando trata de fenômenos não observáveis, seja pelo aspecto temporal, de distância ou de tamanho e, da arte, embora não conseguir uma explicação aos moldes da ciência, poder gerar certo entendimento, não exatamente ligado à razão, mas, que de alguma forma atinja o intelecto através das emoções.
Quanto à liberdade na produção, esta é mais própria da arte, sendo que cada artista é livre para criar e realizar o seu projeto, enquanto o cientista está sempre ligado ao contexto científico ao qual pertence.
Outro aspecto de aproximação entre ciência e arte se revela a partir de que tanto o artista quanto o cientista partem de situações particulares em seus trabalhos para um sentido mais geral, seja através do apreciador no caso da arte, ou através das leis, princípios ou teorias mais gerais, no caso da ciência, ou seja, atingir um estado de compreensão das coisas para além do imediato está na base da ciência e da arte.
O autor apresenta a linguagem científica, seja a verbal - onde predomina uma série de conceitos complexos e significados particulares ou a matemática – que muitas vezes é apresentada como se antecedesse às idéias, como uma das causas do distanciamento da ciência ao prazer. Nesse sentido, mostrar a ciência como produto da imaginação que leva à criação, como de fato ocorre na atividade científica, pode tornar o ensino e a aprendizagem em ciências muito mais atraentes e prazerosos.
Concluindo, ciência e arte apresentam aspectos em comum, tais como a imaginação e a criação, que são elementos importantes a serem explorados nas aulas de ciências para que os alunos possam reviver a emoção e sentimentos relacionados aos atos de criação.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Resenha do Artigo "Introdução à Estrutura da Matéria"


A transposição didática da Química Moderna numa visão epistemológica a partir de Bachelard.

No artigo Introdução à Estrutura da matéria, de Wagner B. de Almeida, doutor em Química pela Universidade de Manchester e professor adjunto no Departamento de Química da Universidade Federal de Minas Gerais, temos uma síntese da abordagem de temas de Química Moderna numa perspectiva de estabelecimento de relações entre as propriedades microscópicas da matéria e as que são percebidas no mundo macroscópico, procurando explicar os aspectos  não explicáveis pela mecânica clássica, evidenciando assim, o que se chama de recorrência histórica na construção do conhecimento científico – a partir do presente, questionar os valores do passado e suas interpretações (Lopes,1996).
A premissa do trabalho parte do obstáculo epistemológico surgido quando a mecânica clássica newtoniana não pode explicar aspectos do comportamento de sistemas como átomos e moléculas, levando à necessidade de uma nova teoria para estudar o comportamento de partículas muito pequenas: a mecânica quântica. Assim, apresenta a mecânica quântica como a construção de uma ordem artificial sobre a natureza, no sentido de se usar a técnica para a construção racional do conhecimento (Lopes, 1996).
O autor parece fundamentar seu trabalho no descontinuísmo da ciência, apontado por Bachelard, a partir da dolorosa ruptura vivenciada pelos cientistas do século XX ao perceberem os erros da modelagem da física clássica para explicar o comportamento de átomos e em particular sua insuficiência em explicar a natureza da luz.
Finalizando, o autor apresenta breve descrição do conteúdo dos cinco capítulos do seu trabalho, destacando o cuidado que  teve em associar os aspectos e conceitos mais importantes da química quântica com o nosso dia-a-dia.
Pelo exposto neste artigo, pode-se perceber o esforço e a atenção do autor em relação ao tema, no sentido de se possibilitar uma transposição didática que possibilite ao estudante superar os obstáculos epistemológicos do conhecimento comum na busca da construção do conhecimento científico.
Referências:
LOPES, Aline Ribeiro Casimiro. Bachelard: O Filósofo da Desilusão.Cad. Cat. Ens. Fís., v.13, n.3: p.248-273,dez.1996. Disponível em : http://redefor.usp.br/cursos/file.php/99/epici/textos/texto5.pdf Acesso em 07/11/2011

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

VIDA DE GALILEU



Roteiro para teatro adaptado por Paulo Noronha Lisboa Filho e Francisco Carlos Lavarda a partir da tradução para o português por Roberto Schwarz da peça “A Vida de Galileu” (Leben des Galilei) escrita em 1938-1939 por Bertolt Brecht e publicada no volume 06 (pp. 51-170) da obra “Teatro Completo de Bertolt Brecht”, Ed. Paz e Terra, 1991, Rio de Janeiro




http://wwwp.fc.unesp.br/~lavarda/galileu/a_vida_de_galileu_2010_07_08.pdf

Vida de Galileu: eles se recusam a olhar