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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Literando, letrando, lendo, escrevendo ....

"Oh! Bendito o que semeia livros
Livros à mão cheia
E manda o povo pensar!
O livro caindo n'alma
É germe - que faz a palma,
É chuva que faz o mar!"

O nosso grande poeta dos escravos, Castro Alves, nesse poema, traduz o significado da leitura em minha vida!
Tive o privilégio de pertencer a uma geração em que o texto verbal e impresso era o maior recurso que tínhamos tanto para o estudo quanto para o lazer. 
Posso dizer que a leitura me criou! Sua influência em minha vida foi tal que, ao pensar em escrever este post, imediatamente me veio à lembrança esse poema que estava grafado na contra capa de um livro de gramática e ficou marcado indelevelmente em minha memória.
Os livros foram meus grandes companheiros desde a minha tenra infância! Creio que o primeiro livro que li, fora do contexto escolar, foi Pinóquio, no original de Collodi, traduzido é claro! Tinha lá meus oito anos! O livro era grande, grosso, com texto e gravuras em preto e branco! E eu o li, assim mesmo, sem maiores atrativos! O correspondente atual seria ler Saramago, em Ensaio sobre Cegueira, ou Guimarães Rosa, em Tutaméia!
Li Pinóquio e tantos outros que nem sei mais ...
Os livros me ninaram, me acordaram, me alimentaram e me ensinaram a sonhar, a projetar, a caminhar, a conhecer. Dessa forma, me criaram!

Por Cida Barros