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sábado, 22 de maio de 2010

Introduzindo ...

Por ora, este blog é experimental! Estou postando alguns textos sobre astronomia que foram usados nas minhas aulas de Física na EE Maria de Oliveira Lellis Ito, em Mk.
Em breve pretendo divulgá-lo aos meus alunos e postar as atividades que eles realizam em sala de aula, no formato de vídeo, ou as realizadas na sala de informática: arquivos criados pelos próprios alunos, com a descrição do processo desenvolvido para gerar o produto publicado.
Espero que isso possa servir tanto para os alunos, como aprendizagem, quanto como troca de experiência com colegas professores que possam passar por aqui.
Aguardem as novas postagens !

sexta-feira, 21 de maio de 2010

A Origem do Sistema Solar

Como é que você acredita que todos os planetas giram em torno do Sol? O que é o Sol? Qual a diferença entre o Sol e os planetas? Vamos começar do início. Há cerca de 4,5 bilhoes de anos atrás, tudo o que chamamos de Sistema Solar era uma nuvem. Não uma nuvem dessas de fumaça ou de água, mas uma nuvem de poeira (partículas muito, muito pequenas) e gás (por exemplo, hidrogênio, hélio, carbono...). Essa nuvem, que estava bonitinha e quietinha no seu lugar, de repente sofreu algum tipo de agitação. Devido a essa "agitação" as partículas passaram a se concentrar mais em alguns pontos e esses pontos por causa de sua massa maior atraíam mais partículas, criando aglomerados cada vez maiores. Essas partículas quando se chocavam provocavam um movimento de rotação, como se fosse um redemoinho. Esse fenômeno é o mesmo que acontece quando a gente coloca muito açúcar para adoçar alguma coisa, ao mexer com a colher uma parte desse açúcar se deposita no fundo do redemoinho!

Você percebe que existe um aglomerado bem grande no centro, em que em volta deste aglomerado ainda temos um pouco de pó girando. Se você consegue formar redemoinhos menores em torno deste centro, formam-se aglomerados menores. O aglomeradão é parecido com o nosso Sol e os aglomeradinhos seriam os planetas.

Nessa nuvem se formaram tanto uma estrela (SOL!) quanto outras coisas que não conseguiram ser estrelas (os planetas). Mas qual a diferença? Quando a aglomeração de partículas é muito grande, aquelas que ficam no centro começam a sofrer uma pressão muito forte. Como elas estão em constante movimento, sua temperatura vai aumentando e aumentando, conforme a algomeração é maior.
Tem uma hora que essa pressão e temperatura é tão alta que começa a acontecer uma coisa chamada FUSÃO NUCLEAR. Vejamos o que é isso: de uma maneira simples podemos dizer que dois átomos de hidrogênio se fundem formando um átomo de hélio.
Nesse processo ocorre transformação de massa e há uma liberação enorme de energia na forma de calor.
O que interessa é que as partículas dos núcleos atômicos (prótons, nêutrons) passam a se combinar gerando uma imensa quantidade de energia, que é emitida pela estrela na forma de radiação como a luz, os famosos raios ultra-violeta (bons para pegar um bronze ou um câncer de pele, dependendo da quantidade) e outras radiações (raios-x, raios gama, raios infravermelhos, etc.). No caso dos planetas as coisas não esquentaram tanto de modo que não deu para eles realizarem fusão nuclear, ou seja, eles não viraram estrelas!

Concepções do Universo


A partir da Terra, sem o uso de instrumentos tecnológicos, é difícil imaginar como o Universo está organizado. Os povos antigos criaram suas concepções de universo com base no que podiam ver estando aqui na superfície do planeta: o Sol, a Lua e as estrelas em seu movimento aparente. Algumas dessas concepções podem   ser vistas nas figuras acima :Fig.1 - Filósofo grego Anaximandro  , Fig. 2- Egípcios

Aristóteles, Ptolomeu e Tycho Brahe, dentre outros cientistas, admitiram o modelo geocêntrico – a Terra como centro do universo – e órbita circular para os astros (Fig. 3)
Copérnico, Kepler, Newton e vários outros estudiosos defenderam o modelo heliocêntrico – a idéia de que o Sol era o centro do universo (Fig.4). Mesmo entre eles, porém, havia uma divergência: Galileu e Copérnico admitiam o movimento circular para os planetas, mas Kepler e Newton afirmavam que as órbitas dos planetas não descreviam propriamente um círculo, mas uma elipse.

                                                                                                                                  

Galileu procurou demonstrar que Copérnico estava correto na proposição de que o Sol era o centro do universo. Apontou o telescópio para o céu e fez descobertas importantíssimas como: as manchas solares, as luas de Júpiter e seus movimentos em torno desse planeta, as irregularidades na superfície da Lua e as fases de Vênus (semelhantes às fases da Lua). Com isso contrariou vários dogmas da igreja católica, que instaurou um processo contra ele. Para escapar de um final trágico, Galileu teve que ler e assinar, diante de um tribunal, uma confissão em que reconhecia o “erro e a heresia”.
Kepler elaborou três leis relativas às órbitas dos planetas, contrariando a idéia de órbita circular.